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Mostrando postagens de agosto, 2018

Foge, fogo e um amor juvenil

"agora eu não sei o que fazer", ele disse depois da nossa longa conversa sobre minha desilusão sobre relacionamentos, namoro e afetos. No ápice de sua juventude aos 19 anos, ele não tem nada a ver com todo o padrão que eu construí até aqui de relacionamento. Diferente de tudo o que eu imaginei. Não me furtei em ser transparente e sincero sobre minhas dores, minha história, meus medos. Seria justo eu impedir que ele vivesse tudo o que pode viver em detrimento das minhas feridas? Minhas cicatrizes são minhas e não devem sobrepujar outras pessoas. Seria muito precoce dizer que estou amando? Amor em meio a dor e a feridas... Amor com cicatrizes... E se o outro que me deixou aberto em rasgos e retalhos retornar? Será que ainda sou memória viva nele? Mas o que dizer ao arquiteto em formação que me rouba o pensamento durante meu dia? O jovem da periferia, que estudou sozinho pra passar no vestibular e logrou o primeiro lugar com seus desenhos sem corrigir? O que eu falo pra el...