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Eu preferia quando não tinha nome...

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A moça que iria viajar do meu lado perguntou se eu iria permanecer no meu lugar... Eu sorri e disse que sim pois usaria a única tomada que não é ponto USB do ônibus... Ela olhou para a amiga dela na minha frente e para o amigo dela ao lado dessa amiga Respirou fundo e disse em voz alta: "Eu prefiro trocar a passagem" Ela disse isso em voz alta... desceu do ônibus... Todos no ônibus olhando pra mim... Eu já disse que ela falou essa frase em voz alta? Minha poltrona é a 46, ao lado é a 45… O moço da fileira 43/44 não parou de olhar pra mim… A moça da fileira 41/42 pulou pra fileira 37/38… e a fileira ficou vaga… a moça ainda poderia ir numa fileira sozinha… Eu to de terno! Paletó, camisa social, sapato social... Estou de terno e com minha Kufya! Estou com crachá da Unifesp, crachá da ONU. Paletó, terno e crachá! Só tenho uma kufya e meu corpo Fiquei pensando se é por ser homem Uma figura masculina Mas os outros homens me olharam Me olharam e me julgaram Quando é machismo, homen...

Licença da minha licença... e ainda em Missão!

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Eu "fugi" do ministério pra ser estudante... passei a ter (novamente) um ministério (também) estudantil... . NOTA EXPLICATIVA: Comecei esse texto em setembro de 2025 sobre a experiência dos primeiros meses "afastado" do ministério (ofício religioso), após meu pedido de licença para estudos e cuidados familiares…  Fui e voltei várias vezes nele, sempre com muito a dizer, mas sempre sem saber como explicar ou expressar esse número de sentimentos que me atravessaram nesse ano...  inclusive a intenção da escrita dele mudou de lá pra cá.  A ideia era falar sobre como tem sido o Mestrado em Relações Internacionais: Estudos do Sul Global na Escola Paulista de Política Economia e Negócios (EPPEN) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no Campus Osasco. Inclusive o tom de natal deste texto, que provavelmente repostarei em Dezembro, mas publicarei agora em Maio mesmo, é porque em Dezembro de 2025 quando tentei encerrá-lo, o contexto me direcionou para a reflexão que...

Eu poderia... aos 30 anos...

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TEXTO POSTADO NO DIA DO MEU ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS 04/07/2024 Eu poderia escrever um textão sobre como foi minha vida até aqui, sobre tudo o que passei e sobre onde cheguei... Poderia citar várias nomes importantes pra que eu chegasse aqui nessa idade... Poderia trazer memórias, poderia contar sobre sonhos, poderia desafiar-me publicamente. Eu poderia... E de tanto que poderia, desisti desse futuro do pretérito... Porque agora aos 30, me desinteresso sobre o que poderia... Até aqui foi bom esse viver na possibilidade do "e se"... Vivi coisas incríveis até aqui e foi pelo que poderia que pude, fiz e vivi muita coisa! O poderia foi movimento utópico que me fez andar, vencer obstáculos, supersr limites... Eu poderia... eu pude! Mas nesse novo ciclo, me interesso mais pelo que posso no meu aqui e no meu agora... O que posso... Conjugado no presente mesmo! O possível, o real, o entregável... Cheguei na ONU, descobri uma doença autoimune, virei pastor de uma igreja local, fui aband...

Sobre sombras e voltas

 Sabe, voltei a escrever bem… E voltar a escrever bem não é um bom sinal…  Registrando em tempo, hoje é dia 05 de Abril de 2024 e agora é meia noite e 15 (isso significa que 15 minutos atrás era dia 04 de Abril). Quando as palavras escritas me vêm desse jeito mais intempestivo e fluído, com essa carga de poesia em conto e afeto suspirado em cada frase que se lê, significa que minha melodia é dor e a harmonia que me conduz é desesperança. Eu trabalho com palavra... O discurso é, atualmente, uma das minhas maiores ferramentes de sobrevivência. É através da fala que sou reconhecido em muitos lugares e por causa da fala que eu faço meus bicos que fazem a minha renda mensal. Uma palestra aqui, uma oficina ali, raramente uma tradução simultânea... Um convite pra escrever um texto, uma entrevista cedida... É pelo que falo e escrevo que me sustento em vários sentidos. Estranho dizer que quando eu estou bem as palavras escritas me são mais difíceis enquanto a eloquência diplomática flu...

Entre correr risco e correr o risco

É muito engraçado pensar que eu luto em mim mesmo pra acreditar que o que atravessa meu sentimento é algo que não passa de uma alucinação. Esquizofrenia, lembra? A sensação enorme de que você me ama e de que eu te amo e de que na verdade tudo o que você vive é uma constante tentativa de negar seus sentimentos. O desejo que temos de sermos um. Eu e você! A nossa história é tão longa e tão intensa que eu tenho certeza que todo mundo vai ler esse meu texto, mas só você vai saber que eu estou falando com você! Estamos acima de qualquer suspeita! Mas lá no fundo eu sei... e eu sei que você sabe! Eu só não tenho certeza se você sabe que eu sei. Que eu sempre soube e que na verdade eu sempre quis silenciar. Nós quisemos. Eu só não sei se você sabe que eu também sei que foi difícil até aqui e que reconheço seus motivos. Não sei se você sabe que eu sei e que também sei que é difícil pra você. Será que você sabe que eu sofri muito quando soube de tudo? Que eu chorei em secreto por não ter si...

Como pode me amar? Me leva pra casa...

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Esse texto é emotivo e escrito em meio à lágrimas. Resolvi levar o coração pra tomar chá quente nesse inverno gelado que faz na minha cidade. A apreciação da leitura, vai depender da sua alma. O quão desarmado você está pra experimentar? Boa leitura... "Como pode me amar, Deus? Conhecendo o meu pecado Sabendo o que eu faço de errado Como pode me amar assim? Como pode me amar, Deus? Sabendo que eu sou falho E que o meu coração já não bate Mais como já bateu? Como pode me amar, Deus? Sabendo que eu fugiria Se a porta estivesse aberta Como pode em mim confiar?" Esse é o trecho de uma música que me fez viver uma experiência linda com Deus. Uma experiência de amor, de fé, de entrega e de contemplação. O convite dessa leitura, diferente do que eu comumente escrevo, é pra construirmos uma teologia a partir de uma espiritualidade que experimenta. Vem comigo que eu te explico no caminho... De uns tempos pra cá meu blog meio que "ressurgiu das cinzas" e eu co...

Quando o amor entrou

Eu estava num momento péssimo da minha vida. Desempregado e sem qualquer tipo de renda possível, voltando a morar com meus pais e dependendo integralmente deles. Graduação a concluir e com muitos desafios. As agendas de meio de semestre (primeira etapa de provas e entregas de trabalho) e todos os desafios que isso envolvia para mim, que já estava no 7º ano (isso mesmo, sétimo ano de curso) e sem previsão de me formar nesse dezembro próximo. Emocionalmente instável e com tantas demandas para cumprir que eu não sabia por qual delas eu começava. Foi quando o amor entrou. O amor entrou na minha vida Abriu o Sol Em meio ao temporal Soprou brisa de calmaria Entre os ventos raivosos da tempestade Fez jorrar oásis Na imensidão do meu deserto O amor entrou Entrou chutando a porta Reivindicando espaço Ocupando lugares E afirmando posse sobre o terreno Firmou tenda e acampamento Dizendo que veio pra ficar E ai de quem tentasse o tirar dali O amor entrou Entrou entre os meus medo...